CRA-RJ promove evento sobre o impacto dos avanços tecnológicos na área de RH

Pela estagiária Bárbara Gouvêa
Sob supervisão de Érika dos Anjos

A Comissão Especial de Recursos Humanos do CRA-RJ promoveu o evento “Conversando sobre a Administração dos Recursos Humanos 4.0 nas visões Pública, Privada e Acadêmica”, no auditório do CRA-RJ, na Tijuca. O objetivo era trazer discussões sobre o impacto da Era digital no setor e o que vêm mudando nesse meio.

O evento contou com a participação dos Administradores Reinaldo Faissal, coordenador da Comissão; Wallace Vieira, presidente do CRA-RJ; Wagner Siqueira, conselheiro federal pelo Rio de Janeiro; e César José de Campos, conselheiro do CRA-RJ; além de Saidul Rahman Mahomed, editor da Qualitymark; e Alexandre Martins, gerente de RH da Cesgranrio.

O Adm. Wagner Siqueira salientou que mesmo com os avanços tecnológicos, não podemos perder a nossa humanidade.

“A hora em que o ser tecnológico, o robô, começar a sentir medo e dor, ele pode chegar para o ser humano e dizer assim ‘eu sou vivo. Prove você, ser humano, que você é vivo’. […] Eu tenho algumas perplexidades hoje que são grandes. Não que me levem ao pessimismo, mas eu acho que mesmo após os 51 anos do filme ‘A Odisseia no Espaço’, quando o computador, o ser tecnológico, toma consciência, ele ainda pode tomar conta da humanidade”, comentou o conselheiro.

O Adm. Wallace Vieira encerrou o evento, com palavras prósperas sobre a área e o CRA-RJ.

“Esse é o grande desafio do profissional, que esquece o conceito e protagoniza o segmento operacional. Por exemplo, estamos falando de inovação tecnológica, e ela não vai extinguir as profissões que tem um foco forte em conceito. Então, na Administração, ela vai pegar o chão de fábrica por exemplo, mas aquilo que é conceitual, a robótica e a inteligência artificial não vão chegar lá”, salientou o presidente.

Durante o bate papo com os participantes, foram debatidos temas sobre os impactos dos avanços tecnológicos no RH, as mudanças na área e como o profissional deve se posicionar e se adequar nesse meio.

“Eu acho que se aquele profissional parar um pouquinho no tempo, que se não quiser investir na sua carreira, esse sim talvez perca espaço. Por outro lado, a gente como profissional de RH precisa investir no nosso conhecimento, estudar e procurar. […] Hoje não existe mais aquela desculpa da gente não tentar aprender”, Alexandre Martins, gerente de RH da Cesgranrio.

 

“Eu acompanhei a mudança do Brasil, do departamento pessoal para o departamento de Recursos Humanos e agora estou vendo gestão de pessoas. O interessante é que, na área pública, é um quadro muito difícil e muito distante do que assistimos na palestra. No entanto, isso não diminui o desafio. A realidade é a mesma”, Adm. César José de Campos, conselheiro do CRA-RJ.

 

“Pensando como otimista, eu acho que o nosso profissional de Recursos Humanos está mais ou menos na onda 2.8. Eu acho que estamos nessa onda, essa é a nossa perspectiva, pelas condições todas que que sabemos que têm”, Reinaldo Faissal, coordenador da Comissão.

 

“Nós no Brasil, infelizmente, não sabemos fazer o estudo de cenários. Começa lá em cima no governo e termina nas empresas. As empresas brasileiras são praticamente todas imediatistas, elas vivem em função do seu day by day, de acordo com o que está acontecendo”, Saidul Rahman Mahomed, editor da Qualitymark.

O evento completo você pode ver pela CRA-RJ Play.