Por Josué Amador |

A gestão financeira das organizações precisa ser cada dia mais dinâmica, acompanhando as evoluções sociais e tecnológicas que influenciam diretamente as organizações. Entre as principais ferramentas disponíveis na atualidade, estão aplicativos de reuniões, controle e acompanhamento, educação financeira e finanças pessoais. A inteligência artificial também já é uma realidade no campo financeiro, mas muitas vezes passa de forma desapercebida.

O coordenador adjunto da Comissão Especial de Finanças do CRA-RJ, Adm. Samuel Barros, destaca que o uso de aplicativos como o Google Meet, MS Teams e até a versão gratuita do Zoom podem ser ótimas ferramentas para reuniões que não podem ser adiadas, enquanto os participantes estão distantes geograficamente. Assim, além do gestor financeiro estar mais próximo de suas equipes, clientes e fornecedores, também poderá tomar decisões em conjunto com as diretorias de forma remota. Barros ainda destaca instrumentos de controle e acompanhamento [PowerBi e Dashboards], de educação [Google Classroom], além de outros aplicativos que podem ser indicados para os clientes das empresas, a fim de que tenham também um consumo mais consciente.

E as inovações não param por aí, ainda há muitas ferramentas que podem ser otimizadas para uma gestão mais eficiente das finanças, entre as quais está a inteligência artificial. Não como vista em filmes de ficção, mas de forma prática e, de certa forma, utilizada há mais tempo do que se pode imaginar no dia a dia das empresas.

“[A inteligência artificial] já existem sim. A maioria com foco em previsão e projeção. Existem modelos pré-organizados dentro do PowerBI que permitem realizar projeções com bastante assertividade, com os dados certos. Projetar orçamento, caixa, previsão de custo com a inteligência artificial é bem mais simples. Podemos agregar também as ferramentas com reconhecimento facial e de biometria baseados em AI, que ajudam muito na segurança dos dados. No caso das projeções, com os drivers de valores corretos, o sistema modela uma regressão e com base na regressão, vai organizado e projetando os resultados, sempre aprendendo a ajustando com os dados do momento”, destacou.

Outro segmento que também ganhou destaque nos últimos anos foram as fintechs, abreviação de financial e technology. De acordo com Barros, umas das vantagens dessa tecnologia é que ela atende pessoas que não têm contas em bancos convencionais, dando acesso a produtos e serviços online, incluindo compras e pagamentos pela internet, controlar melhor os gastos e até gerenciar as finanças de pequenos negócios. Ou seja, uma democratização do mercado financeiro mais ampla do que o antigo modelo de negócios financeiros.

Apesar de toda a facilidade que as tecnologias oferecem, o Administrador precisa entender que elas são apenas ferramentas que precisam ser utilizadas de forma consciente e responsável, sem que haja uma dependência intelectual e física das mesmas.

“Utilizá-las sempre é o melhor caminho. Ser dependente nunca é uma boa opção. A dependência tira o seu direito de escolha e te impede de otimizar suas relações com os recursos que possui. Uma boa estratégia de aplicação tecnológica sempre será uma boa oportunidade de ganhar escala, eficiência e, por consequência, gerar riqueza”, destaca Barros.

Ele ainda aponta algumas perguntas que o gestor financeiro deve se fazer para planejar melhor suas ações e caminhos a serem seguidos, pensando sempre em simplicidade e eficiência.

Pontos de reflexão, pela Adm. Samuel Barros – Membro da Comissão Especial de Finanças do CRA-RJ.

  1. Pensar sempre em simplicidade e eficiência.

Um sistema completo nem sempre é o melhor para a sua atividade.

Evitar ferramentas pagas que não serão totalmente necessárias.

  1. Quando for escolher uma ferramenta foque em 3 pontos:

Qual ferramenta mais facilitar minha vida como gestor?

Qual ferramenta agrega mais valor ao meu cliente (seja interno ou externo)?

Qual ferramenta cabe no meu orçamento? (Qual tenho condições de pagar?)

  1. Perguntas para refletir sobre finanças e tecnologia, no mundo pós-Covid-19.

Como está meu caixa?

Como está o caixa dos meus clientes?

Como minha empresa está se adaptando ao distanciamento?

Como eu estou me adaptando ao distanciamento?

Estou sendo mais eficiente nas minhas entregas em distanciamento?

Estou conduzindo melhor as minhas reuniões/eventos de trabalho?

Como a tecnologia tem afetado minhas decisões financeiras?

Meus hábitos de consumo estão mais saudáveis?

Que controles tenho feito para atender minhas necessidades de previsão?

Como tem sido minha função de bem-estar neste período de crise?

Tenho cuidado da minha saúde mental e financeira?